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Interviews

Educação a distância traz novas perspectivas de interação entre países

A Secretaria de Educação a Distância (SEED), do Ministério da Educação (MEC), promove a inovação tecnológica nos processos de ensino e aprendizagem, incentivando a incorporação das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) e das técnicas de educação a distância aos métodos didático-pedagógicos. A Secretaria desenvolve vários programas e projetos voltados para a formação de docentes como o Proformação, Pró-Licenciatura, Pró-Letramento e, recentemente, a Universidade Aberta do Brasil.

O Projeto Universidade Aberta do Brasil (UAB) foi criado pelo Ministério da Educação, em 2005. Seu objetivo é criar um sistema nacional de educação superior a distância, em caráter experimental, para sistematizar as ações, programas, projetos, atividades pertencentes às políticas públicas. Busca ampliar e interiorizar a oferta do ensino superior gratuito e de qualidade no Brasil.

O Sistema é uma parceria entre consórcios públicos nos três níveis governamentais (federal, estadual e municipal), e tem a participação das universidades públicas e demais organizações interessadas. Nesta entrevista, o Secretário Ronaldo Mota, responsável pela SEED, fala dos avanços dos programas executados pela secretaria e das perspectivas dos novos projetos.

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Secretário da Educação Básica, Francisco das Chagas

Escolas BilínguesO ensino de Espanhol e Português já entrou na pauta do Mercosul Educacional. Com o Projeto Escolas Bilíngües de Fronteira no ensino fundamental para alunos de escolas públicas, Brasil e Argentina deram início à integração de culturas diferentes a partir do aprendizado do idioma do país vizinho. O secretário da Educação Básica do Brasil, Francisco das Chagas, acredita que outras ações devem surgir futuramente integrando os demais países a partir do ensino de idiomas. Nesta entrevista, o secretário fala sobre o Programa Escola de Fronteira e outras iniciativas que podem vir a ser adotadas pelos países-membro do Mercosul.

De que forma o projeto Escola de Fronteiras tem contribuído efetivamente para a integração dos países-membro do Mercosul Educacional?

Na realidade, o projeto Escola Bilíngüe de Fronteiras (EBF) não foi oriundo do Mercosul, já que foi iniciado entre Brasil e Argentina, mas agora já está na pauta do Mercosul. Visa aos professores e, principalmente, aos alunos, fazendo a integração para aprender, não apenas o português na fronteira do Brasil, ou o espanhol na fronteira do Mercosul, mas as duas línguas concomitantemente. Iniciamos o EBF em dois municípios do Brasil e hoje estamos em cinco. O projeto tem condições de estar no Mercosul e de ser trabalhado com outros países além da Argentina. Colômbia, Uruguai, Paraguai já manifestaram vontade de ingressar. Vamos fazer um seminário em julho e convidamos os países do Mercosul para participar. É um momento para troca de experiências entre as escolas que já estão desenvolvendo o programa. Mas convidamos os outros países para participarem também.

 

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